O termo "crise do software", popularizado por Dijkstra (1972), descreve os desafios significativos enfrentados na indústria de software a partir do final dos anos 1960. Ela reflete a incapacidade da indústria de desenvolver software de forma eficiente e confiável, especialmente com o aumento da complexidade dos sistemas.
As causas principais da crise estavam ligadas à complexidade inerente ao processo de desenvolvimento e à imaturidade da Engenharia de Software como disciplina. As manifestações mais comuns incluíram:
Falhas no processo de software resultam em:

Um caso emblemático da crise é o desastre do foguete Ariane 5 (1996). Com um custo de US$8 bilhões e 10 anos de desenvolvimento, o foguete explodiu 40 segundos após a decolagem. A causa? Um simples bug: a conversão de uma variável de velocidade horizontal de 64 bits para 16 bits. Este pequeno erro teve consequências catastróficas e ilustra o impacto da má qualidade do software.

A Pesquisa do Standish Group (relatório CHAOS de 2011) corrobora a gravidade da crise, revelando que: