No final dos anos 1990, a indústria de software vivia uma crise silenciosa. Projetos enormes com planos rígidos de anos chegavam ao fim — quando chegavam — com produtos desatualizados, acima do custo e aquém do esperado. O problema não era falta de talento. Era o modelo de trabalho.
📅 Anos 1990 — A crise do software Grandes projetos Cascata falham em massa. Mudanças de mercado tornam requisitos obsoletos antes da entrega.
📅 1995–2000 — Primeiros métodos alternativos Scrum (1995), XP (1996) e outros surgem como reação — times pequenos experimentando formas mais leves de trabalhar.
📅 Fevereiro de 2001 — ✍️ O Manifesto Ágil 17 desenvolvedores se reúnem em Snowbird, Utah. Em 3 dias, redigem o documento que vai mudar a indústria de software.
📅 2001–hoje — Adoção global Scrum, Kanban e práticas ágeis chegam à indústria de jogos, manufatura, marketing e governo.
O Manifesto não é uma metodologia — é uma declaração de valores. Ele estabelece o que times ágeis priorizam quando precisam escolher entre duas coisas igualmente importantes. São 4 valores centrais:
| Valorizamos mais... | ...do que | |
|---|---|---|
| 👥 Indivíduos e interações | → | processos e ferramentas |
| ✅ Software funcionando | → | documentação abrangente |
| 🤝 Colaboração com o cliente | → | negociação de contratos |
| 🔄 Responder a mudanças | → | seguir um plano |
⚠️ O Manifesto não descarta os itens à direita — ele apenas afirma que os itens à esquerda têm mais valor. Documentação ainda existe. Planejamento ainda existe. Mas não a ponto de travar a entrega.
Além dos 4 valores, o Manifesto define 12 princípios que guiam o comportamento de times ágeis. Os mais relevantes para o contexto de jogos:
🔗 Leia o Manifesto completo em: agilemanifesto.org/iso/ptbr/manifesto.html
O Manifesto abriu caminho para diversas metodologias. Cada uma interpreta os valores ágeis de uma forma ligeiramente diferente, com foco em contextos específicos.
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